terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vídeos sobre a corrupção no futebol!!! Reveladores!


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=45vjPUKxszA&feature=BFa&list=PLDA714D450CE254B5&lf=results_video

Futebol movimenta milhões

  Em resposta ao nosso leitor Marcelo Lopes e respondendo nossas próprias indagações, nós, as pedagogas na rede do gol, propomos uma reflexão acerca da finalidade econômica que vem assumindo esse esporte na atualidade. 

Leiam a matéria a seguir:

Futebol movimenta R$ 1,9 bi no mercado brasileiro
O mercado do futebol no Brasil movimentou, em 2009, aproximadamente R$ 1,9 bilhão, segundo levantamento feito pela consultoria Crowe Horwarth RCS. Entre 2003 e 2009, ainda, o crescimento registrado foi superior a 140%.
“Nós publicamos projeções que indicavam 1,9 bilhão em 2009 e 2,1 bilhões em 2010″, afirma Amir Somoggi, diretor de esportes da firma. “E é interessante notar que, hoje, sete clubes já têm faturamento superior a cem milhões por ano, algo inexistente em 2003″.
Para compreender a ascensão do mercado, é necessário analisar a participação de cada fator nas receitas dos times. Os direitos de transmissão, em 2003, representavam 33%. Até 2008, houve decréscimo para 23%, recuperando-se em 2009 para 28%.
A verba arrecadada nas bilheterias, por outro lado, eram responsáveis por apenas 7% em 2003, mas cresceram para 11% em 2008 e fecharam 2009 em 13%. “Os clubes têm trabalhado na diversificação de receitas e têm se tornado menos dependentes da venda de atletas, que sempre sofre altos e baixos todos os anos”, explica Somoggi.
Seguindo o raciocínio do diretor, a comercialização de jogadores, curiosamente, decresceu. Em 2003, representava 26% do faturamento total, atingindo 27% em 2008, porém caindo para 19% em 2009. “São sinais da crise econômica”, justifica o especialista. “Os brasileiros deixaram de vender pela falta de poder aquisitivo dos europeus”.

Agora, reflitamos:


   Lendo isso, fica claro que o futebol está se tornando um negócio... percebemos nos próprios jogadores pouco amor ao time, à seleção e muito mais interesse por quem paga mais. Os times são verdadeiras empresas e a cartolagem tomou conta do esporte, produzindo fortunas misteriosas. Talvez este seja o cenário de qualquer profissão atualmente, já que vivemos numa economia neoliberal. A competição financeira e a supremacia do lucro tomaram parte de todos os setores e ameaça a beleza de um esporte fantástico e cheio de possibilidades, como já desvendamos anteriormente!

   Historicamente, o futebol tem sido utilizado como ferramenta ideológica há muito tempo:

"Desde os anos 30, o futebol se transformou numa ferramenta de propaganda política. Hitler e Mussolini promoveram o futebol em seus respectivos países, Alemanha e Itália.

O Tricampeonato Mundial de Futebol de 1970, no México, foi utilizado pela ditadura militar brasileira para distrair o povo, para desviar a atenção do período mais duro da ditadura militar. Enquanto se festejava a conquista do Mundial de 1970, vários patriotas eram presos, torturados, assassinados e muitos continuam, até hoje, desaparecidos.


Em 1978, a Argentina teria que ser campeã de qualquer maneira. A ditadura militar argentina também se utilizou do futebol e do campeonato mundial para distrair o povo, enquanto os carrascos  Videla, Galtieri, Massera, Astiz  e outros bandidos fardados e civis do regime militar prenderam, sequestraram, mataram  e desapareceram com milhares de compatriotas.


Com o futebol, os detentores do poder continuam promovendo espetáculos (pão e circo), dando uma falsa sensação de alegria às vítimas do capital, desviando sua atenção da  grave crise econômica mundial, sobre as matanças, sobre o desemprego, sobre a falta de moradia, sobre as guerras imperialistas, sobre a falta de assistência médica, sobre a violência, sobre a corrupção, sobre a destruição da natureza, sobre a fome, sobre a exploração  e a opressão."
Fonte:  http://inverta.org/jornal/edicao-impressa/446/cultura/futebol-copa-do-mundo-corrupcao-e-alienacao

    O que estamos questionando aqui é que a faceta financeira tem suplantado a essência do esporte, que é a competição saudável em torno de um objetivo: ganhar! Mas para isto, jogar um futebol de coração! Além disso, a ética deve estar presente nas relações sociais para que tenhamos um estado mínimo de cidadania e equidade. Se as associações esportivas não possuem fins lucrativas, é correto que alguns poucos lucrem tanto? Embora já exista a Lei Pelé que regulamenta o futebol como um negócio, este não seria um contraponto? Seria correto tratar uma associação esportiva como um negócio? E o pior, sob a exploração da alegria do povo, corrompendo o esporte e uma das formas de lazer mais queridas entre os brasileiros? Será que não haveria um ponto mais justo onde pudesse configurar o futebol um negócio mais ético?

   E qual a saída para isso? Parece-nos conveniente pensar na responsabilidade da escola em propor jogos cooperativos, mostrando que o futebol não precisa ser uma competição desleal, mas que pode unir, alegrar, desenvolver potencialidades, pois é um esporte coletivo. Não podemos esquecer nunca de nosso papel como educadores. A co-responsabilidade de formar cidadãos mais conscientes urge mais uma vez!

   Também podemos pensar que temos o direito de nos expressar e começar, através dos veículos de troca e informação, como é o caso do blog, por exemplo, a denunciar tais mazelas e tentar nos conscientizar enquanto consumidores, combatendo a corrupção, a violência física, a manipulação de jogos etc.

E aí vai uma dica de leitura!

Este livro apresenta uma divertida lição de ética e cidadania, indicado para o leitor de 6 a 12 anos.

Mais um infeliz caso de violência no futebol

Ainda esta semana comentávamos sobre o problema da violência no futebol. Lamentavelmente, as torcidas que deviam festejar os jogos, as vitórias, apoiando seus times, rivalizam de tal forma que chegam ao ponto de assassinar uns aos outros! Que pena! Um esporte que deveria unir, sendo ultrajado desta forma!!!
Leiam aqui no nosso blog a matéria referente ao caso:



Os confrontos entre torcidas organizadas vitimaram mais uma pessoa em Goiânia (GO). A estudante e torcedora do Goiás Pamella Munike Gonçalves Volpato, de apenas 17 anos, morreu após tomar um tiro na cabeça quando voltava de uma festa junto do seu namorado, na noite do último domingo (6). A polícia ainda estuda a causa do assassinato, mas tudo indica que tenha derivado da rixa entre a uniformizada esmeraldina Força Jovem, da qual Pamella era associada, e a Sangue Colorado, facção do rival Vila Nova. A garota foi enterrada nesta segunda (7), vestindo a camisa da Força Jovem e com uma bandeira do Goiás sobre o caixão.

De acordo com amigos e a própria polícia, o tiro não era destinado a ela e sim para o namorado Wallison Nogueira, de 18 anos, conhecido como Zoião. Fotografado ao lado de um caixão com o símbolo do Vila Nova, em alusão à iminente queda para a Série C da equipe, a imagem do indivíduo teria se espalhado pela internet, gerando revolta nos rivais. Além disso, o objeto mostrava, supostamente, nomes de torcedores do Tigrão já mortos em brigas anteriores.

Uma mensagem na página pessoal do rapaz no Facebook já o ameaçava de morte.  “Isso eu já sabia (queda do Vila), mas se cuida, essa cova tem quatro gavetas, uma delas é de vocês”. Na página do Twitter de Pamella, vários posts ofensivos à equipe colorada comprovam a rivalidade acirrada. Inclusive, a última mensagem, postada no dia anterior à sua morte, diz “#VilaRosaSerieC”. 

Torcedor esmeraldino, Walter Gonçalves, pai de Pâmela, também gostava de ir ao estádio. Porém, a indignação com o assassinato brutal da filha apagou qualquer sentimento de apego ao esporte. “Eu vi minha filha no chão, morta... Queria estar no lugar dela, não queria que fosse ela. Eu perdi o que eu mais amava no mundo por causa de um time de futebol”, declarou, visivelmente abalado, em entrevista à TV Anhanguera.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Futebol é jogo pra mulher também

Prática do esporte mais popular do planeta por mulheres é catalisadora de mudanças, mas ainda alvo de preconceitos...
Ela disse que estava tímida e que só iria assistir. Ao chegar lá, não resistiu e ficou me puxando pela camisa para nos aproximarmos do grupo. Logo se soltou e correu em direção à bola. Era a primeira vez que Kay Alvito, 5 anos, realmente jogava futebol. Já havia outra menina na escolinha de futebol de praia, boa de bola aliás. Por enquanto Kay só chuta com a pontinha do pé, mas já aprendeu o mais importante: futebol também é coisa pra mulher, sim.
Normalmente o futebol funciona como uma máquina de enquadramento ao mundo capitalista e suas divisões. Uma espécie de fábrica de caretas. Seria coisa pra homem e não pra mulheres, vistas como fracas e inábeis para o “rude esporte bretão”. Os xingamentos preferidos das torcidas implicam em sodomizar os adversários. Não há esporte em que “sair do armário” seja um tabu maior. Os estádios estão divididos hierarquicamente segundo o poder de compra de cada um. Os dirigentes são ricos e brancos, a maioria dos meninos que tentam o sonho de ser jogador de futebol são negros e pobres. As camisas viraram painéis publicitários e a mesma coisa os estádios. Os ícones do futebol mundial põem lenha na fogueira do consumo além de simbolizarem a juventude, a vitalidade e o sucesso.
Mas não é preciso ser assim. O futebol pode ser utilizado politicamente como arma de conscientização. A primeira faixa a favor da anistia aos presos políticos foi desfraldada pela Gaviões da Fiel em um jogo com mais de 100 mil pessoas presentes. As torcidas organizadas, aliás, quando surgiram em fi nais da década de 1960 contestavam o status quo dos clubes, protestando contra dirigentes corruptos e fazendo campanhas contra o aumento dos ingressos. Em 1978, logo após a Copa organizada pela ditadura militar argentina e vencida pelos anfitriões, os torcedores argentinos voltaram aos estádios cantando “Se va acabar, se va acabar la ditadura militar”. E em 1986, os moradores das favelas do México, percebendo que a Copa era um grande golpe publicitário, marcharam cantando: “Queremos pão e não gols!”.
Bola de presente
No caso do gênero, a reprodução das estruturas funciona como um crime quase perfeito. Não se estimulam as meninas a jogarem futebol. Alguém já viu uma menina ganhar uma bola de presente de aniversário? Ou seja, elas tendem a não aprender a jogar quando são bem pequenas. Ora, o futebol é um jogo especial, que depende de uma aprendizagem precoce, concomitante ao momento em que a criança está aprendendo a andar, porque é necessário adquirir um equilíbrio especial para correr, equilibrar o corpo e chutar ao mesmo tempo. Não estimulada ou até mesmo desestimulada pelos pais, a menina que mesmo assim quiser jogar terá que enfrentar a hostilidade dos meninos da sua idade.
Quando ela vier a fazer isso já terá passado algum tempo e a diferença técnica dela em relação a eles será gritante. Ou seja, ela acabará se transformando em motivo de chacota e em mais um exemplo de que mulher não sabe jogar futebol… Quando nascer uma menina, já que mulher “não sabe jogar futebol”, ninguém vai lhe dar uma bola de presente e assim o ciclo se completará.
Apesar disso, as mulheres jogam sim, e bastante. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, existe uma associação de futebol feminino extremamente bem organizada e que conta atualmente com 55 equipes que se enfrentam em competições regulares (http://www.futebolfemininorj.com.br). É preciso lembrar que já havia mulheres jogando no Brasil ainda na década de 1930, quando o futebol feminino era proibido por Getúlio Vargas sob a alegação de que era um esporte violento e impróprio para as futuras mães.
O mesmo ocorreu na Inglaterra. Ali, quando da I Guerra Mundial, as operárias montaram equipes e começaram a jogar. Logo o futebol feminino virou uma coqueluche e houve partidas jogadas em grandes estádios para públicos com dezenas de milhares de pessoas. Quando termina a guerra, a Football  Association (a Federação Inglesa de Futebol) praticamente proíbe o futebol feminino ao impedir que elas utilizassem todo e qualquer equipamento esportivo dos clubes associados à federação. Ou seja: se elas quisessem jogar, que o fizessem no parque! Em 1969 as mulheres inglesas revidaram: criaram a Women’s Football Association, cujo sucesso obrigou a Football Association a rever seus conceitos e a incorporar o futebol feminino definitivamente em 1993.
“Revolução do futebol”
O futebol tem refletido o novo papel das mulheres na sociedade, servindo também como elemento catalisador de mudanças. No Irã, por exemplo, as mulheres foram proibidas de assistir futebol, pela televisão ou nos estádios, após a Revolução Islâmica em fins da década de 1970. Inconformadas, continuaram indo aos estádios disfarçadas de homens. Tanto pressionaram que em 1987 o regime permitiu que assistissem futebol pela televisão, mantendo ainda a proibição de frequentar estádios. Dez anos depois, em 1997, as mulheres desencadearam um processo em massa de desobediência civil. Quando o Irã se classifica às duras penas para a Copa do Mundo de 1998, as mulheres saem às ruas desafiando todas as proibições e até mesmo a polícia, encarregada de reprimi-las. Quando os policiais barram a sua entrada no estádio onde os heróis da classificação chegariam de helicóptero, as mulheres começam a cantar: “Não somos parte desta nação? Também queremos comemorar.” Resultado: a polícia teve que achar um jeito para acomodar três mil mulheres no estádio. Este episódio ficou conhecido como “A Revolução do Futebol” e talvez tenha sido ali que o povo iraniano entendeu que podia enfrentar o governo.
No Brasil, o sucesso da seleção feminina de futebol tem feito algumas barreiras caírem, com comentaristas de televisão admitindo abertamente a qualidade do futebol jogado por elas, sobretudo por Marta, eleita cinco vezes a melhor jogadora do planeta. Contraditoriamente, ou melhor, de forma coerente com os preconceitos de gênero, o futebol feminino não tem recebido nenhum incentivo real e as nossas melhores jogadoras são obrigadas a se transferirem para o exterior. No país do futebol inexistem competições de futebol feminino de maior expressão veiculadas pela mídia. Um campeonato brasileiro de futebol feminino forte seria uma arma importante contra o sexismo. Serviria de exemplo para milhares de meninas não só no que diz respeito ao seu direito de gostar de jogar futebol. Porque se o futebol também é coisa pra mulher, haverá algo que não seja?

Marcos Alvito: historiador e antropólogo e um dos fundadores da Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras

domingo, 6 de novembro de 2011

Que novas regras pode ter o FUTEBOL?

Nós  as  “PEDAGOGAS NA REDE DO GOL” queremos levar nossos visitantes a refletir  também sobre a violência que ocorre dentro e fora dos campos de futebol.
Pensamos ser necessário que os clubes façam um trabalho com apoio de psicólogos e sociólogos a fim de levar os (as) jogadores (as) a buscar uma interação mais harmônica durante os treinos e jogos,  não cabe mais assistir passivos os conflitos que acontecem durante os jogos, pois os torcedores saem de suas casas para assistir ao espetáculo do futebol, a arte,  os apaixonados por futebol buscam  este esporte como  entretenimento.
Acreditamos  que paralelo aos treinos, deveria ser feito um trabalho de conscientização, com regras claras  a serem cumpridas pelos(as) jogadores(as). Caso houvesse episódios como estes que estamos acostumados a ver, os clubes poderiam tomar como medida  a  suspensão  dos envolvidos por até três vezes sempre dando assistência psicológica a eles, caso estes episódios se repetissem  as medidas poderiam ser mais taxativas envolvendo nestes casos até a demissão.
Ao observar as crianças ainda bem pequenas brincando de bola, vemos que já associam a falta ao futebol, visto que simulam quedas, contusões imitando ao que assistem durante as partidas e como educadoras que somos, vemos que este é um ponto negativo.
Sabemos que os aspectos financeiros falam mais altos no mundo do FUTEBOL, que o esporte hoje é uma grande indústria, outro aspecto que deve ser combatido, mas não podemos esquecer que é também uma atividade de lazer, recreação, educação e inclusão social e por isso os representantes do futebol, os dirigentes de clubes devem se empenhar  em  achar uma solução para estes constantes espetáculos de selvageria. Seria muito interessante se houvesse um trabalho voltado para promover a Paz nos esportes, se a FIFA, a  CBF, os Comitês e as Federações buscassem ações em conjunto para combater este tão desagradável aspecto que envolve os esportes e principalmente o FUTEBOL. Assim  seria  o Futebol uma excelente ferramenta a ser usada pela  EDUCAÇÃO, já que é sem dúvida a paixão da maioria dos brasileiros.
No código penal já existem artigos de punição aos cidadãos que infrigem às leis: Art.129 aplicada à lesão corporal, Art. 127 aplicada à rixa, Art. 147 aplicada à ameaça, precisamos de outras leis ou de ações?


Fontes de pesquisa:


http://www.google.com.br/imgres?q=grandes+lances+do+futebol+feminino


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Futebol Feminino



O futebol feminino do Brasil tem como destaque a Seleção Brasileira de Futebol Feminino. No time nacional, destacam-se jogadoras comoMarta, Cristiane, Daniela Alves e, na década de 90, Kátia Cilene, Pretinha e Sissi.

O time ganhou a medalha deOuro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, e foi vice-campeã na Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2007 e nas Olimpíadas de 2004 e de 2008.

Apesar da força da Seleção, o futebol feminino interno é precário. São poucos os clubes que se interessam por desenvolver a categoria. Os campeonatos são escassos, sendo grande parte em nível estadual e amador. O primeiro grande torneio criado foi a Copa do Brasil de Futebol em 2007.







Curtam o vídeo da nossa melhor do mundo dando um show!!